Prezada Comunidade/
Prezados Amigos!
Algum
tempo atrás li um artigo que me chamou a atenção.
Quem escreveu o texto foi um jornalista da
RBS chamado Luís Carlos Prates. Não o conheço
pessoalmente. Não sei qual é a sua religião
ou o que pensa a respeito de Jesus.
Quero
refletir pastoralmente com vocês o que ele
escreveu a partir da seguinte pergunta: Se
sua morte estivesse bem próxima, seu modo
de viver iria mudar?
É
uma situação inquietante. Tome como exemplo:
O sujeito vai ao médico para fazer uma faz
a consulta, examina, manda fazer alguns exames
e me diz: Olha, você tem um tumor e vai viver
pouco tempo. Será que nos próximos dias e
meses tal pessoa continuaria a viver do mesmo
jeito? Coloque-se no lugar dela.
Na
verdade, ninguém sabe ao certo quanto de vida
ainda lhe resta. Morrem crianças recém nascidas,
jovens, adultos, idosos, pobres e ricos, negros
e brancos, católicos, luteranos e ateus. Aliás,
é certo que quem nasce também vai morrer.
Você já pensou nisso?
Credo,
pastor! Pare de falar nessas coisas!
Na
verdade, raros são aqueles que sabem, mais
ou menos, quanto de vida ainda lhes resta.
Mas, se isso acontecesse conosco será que
mudaríamos o nosso jeito de viver? O que faríamos?
Sim,
eu mudaria de vida! Eu não poderia continuar
vivendo da mesma maneira!
Desconfio
que seria a resposta de muitos. “Eu quero
mudar!”
Se
assim for é porque nós estamos vivendo de
maneira errada. Andamos fazendo coisas desagradáveis.
Mudanças simples como, quem sabe, deixar de
acordar cedo para estudar ou enfrentar uma
longa jornada de trabalho. Quem sabe, deixar
de ser tão exigente com a família e amigos.
Ou parar de brigar e incomodar os vizinhos
por qualquer coisa. Ou, quem sabe ainda, avaliando
a vida, vamos descobrir que usamos nosso tempo
em coisas pouco proveitosas: TV, futilidades
para fugir dos compromissos, para desviar
do trabalho, ou para falar mal da vida alheia...
Quem
sabe, indo um pouco mais longe, avaliando
nossa vida, vamos descobrir que até aqui só
esperamos ser reconhecidos pelos outros. Tudo
o que fizemos em nossa vida foi somente para
ter o reconhecimento alheio. Afinal, sou do
tipo de pessoa que estufo meu peito quando
alguém me reconhece. Pois, a vida não tem
sentido quando faço coisas sem que os outros
me percebam. Você consegue se enxergar dentro
desses exemplos? Parece que estamos perdendo
nosso tempo precioso. Queremos mudar de vida!
Mais
cedo, ou mais tarde todos param para pensar
na vida. A vida é sempre a mesma rotina, aquele
lenga-lenga, prá lá e pra cá. Eu mesmo, volta
e meia, paro para pensar. Será que vale a
pena ser pastor? Viver longe dos pais? Agora
mais longe ainda. Vale a pena correr atrás
das pessoas, mexendo, provocando, incentivando?
Vi aquela estrutura metálica no PADEF, um
galpão pré-montado que pode se tornar um templo.
Vamos construir. O mesmo vale para o salão
de eventos aqui no Plano Piloto. Será que
não existe algo melhor para fazer? Pense agora
você: Vale a pena trabalhar? Cuidar da casa?
Estudar? Vale a pena participar de nossa comunidade?
Temos
uma vida muito curta: 50, 60, 70, 80 anos,
que sabe um pouco mais. É vapt-vupt.
Estamos
quase no final de 2007. O que aconteceu nesse
ano? Houve alguma mudança significativa?
Muitas
vezes, levamos uma vida egoísta, pensando
somente na gente. Esquecemos o próximo. Esquecemos
de Deus. Vamos recordar o passado aqui de
nossa capital. Os mais antigos lembram como
era Brasília em seus primórdios e como é hoje?
Muita coisa melhorou. Outras tantas se perderam.
Exemplos: A correria tirou o tempo de convivência.
O trânsito ficou caótico. A violência bate
à nossa porta. A natureza foi castigada. Muito
foi destruído pensando no progresso. Muitos
pensaram em riquezas e não em qualidade de
vida. Queriam fazer, construir e crescer.
A natureza se danou. Agora, pense comigo:
Que tipo de mundo meus netos ou as crianças
da Escola Dominical verão? Que água vão beber?
O mesmo vale para muitos momentos da vida.
Aqueles
que têm algum vício relacionado à comida ou
bebida já pensou que sua vida pode ficar limitada
a uma cama ou presa num tubo de oxigênio.
Aquele que se mata trabalhando e não tem tempo
para Deus e para a família já pensou como
será quando os filhos brigarem por um pedaço
maior da herança. Qual é o proveito? Qual
é o lucro?
Precisamos
parar de pensar só na gente. Precisamos parar
de pensar só no dia de hoje. Vamos pensar
no futuro, na família, em Deus.
Aqui
é que está a chave da pergunta: Se sua morte
estivesse próxima, seu estilo de vida iria
mudar? Se pensar somente em mim mesmo, iria
mudar. Quem sabe, para pior. Seria ainda mais
egoísta.
Mas,
na verdade, só vou aprender a dar valor à
minha vida, quando pensar em Deus e nos outros.
O
grande mandamento de Jesus foi, é e será:
Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu
coração, de toda a tua alma, de todas as tuas
forças e de todo o teu entendimento. Amarás
ao teu próximo como a ti mesmo.
DEUS/OUTRO/EU.
Amar a Deus dá sentido para amar ao próximo,
que dá sentido para amar a mim mesmo, que
dá sentido à vida. O mundo seria muito melhor
se não pensássemos somente em nós mesmos.
É deixar de ser egoístas. É dedicar a Deus
e ao próximo. Jesus deixou-nos exemplo.
A
vida é curta. Se você lutar somente por ti
mesmo, você perde a vida. Perde a eternidade,
que é longa.
Concluído:
Há duas possíveis respostas para a questão
abordada no início, bem diferentes e até opostas.
Diante da morte, devo ou não mudar minha vida?
Devemos mudar! Precisamos mudar. Mas, não
para pensarmos somente em nós mesmos, no nosso
próprio prazer. Não para fugirmos das nossas
obrigações. Precisamos mudar! Mais dedicação
a Deus. Mais dedicação à família e ao próximo.
Mais dedicação à comunidade e à sociedade.
Quem
anda com Jesus aprende a dar valor à vida,
pois aprende a amar como ele amou. Amém.
P.
Euclécio Schieck