Brasília, 23 de março de 2008.
Prezada comunidade!
Há um ditado popular que diz: “A mentira tem
perna curta”. Mais hora, menos hora, a verdade
aparece e vem com toda a força. Foi isso o
que aconteceu com JESUS.
Deus já havia
previsto, através dos profetas, que o cordeiro
santo e sem defeito deveria morrer como sacrifício
pelos pecados do povo. Não havia outra forma
pela qual as pessoas pudessem voltar a ter
comunhão como Pai, a não ser que o pecado
fosse pago por Jesus, assumindo a função de
sacrifício. Por isso é que ninguém defendeu
Jesus. Na hora do julgamento, o povo disse:
Solta Barrabás. Crucifica Jesus! Os sacerdotes
o chamaram de blasfemador, noutras palavras:
mentiroso. O governo romano o condenou, apesar
de não achar nele culpa alguma. Os discípulos
o traíram, negaram, fugiram. Jesus estava
sozinho. Aliás, apenas com Deus, cumprindo
sua missão, com muito sofrimento. Sofreu e
morreu por cada um de nós, pela nossa salvação.
Muitos ainda hoje ignoram tal verdade. Fazem
de conta que tem autonomia sobre suas vidas
e seu futuro. Muitos até ironizam a entrega
de Jesus. O que disse um dos criminosos: Pula
da cruz. Muitos ainda hoje o dizem. O doar-se
e entregar-se no serviço é uma atitude desprezada
e ridicularizada. Mas, não foi brincadeira,
muito menos mentira ou algo sem valor. Servindo
ao propósito de Deus, Jesus entregou sua vida
para nos salvar.
Mas, graças ao
próprio Deus, Jesus não ficou preso à sepultura.
Não ficou preso à morte, pois Deus o ressuscitou.
Assim como deveria morrer por nós, igualmente
ressuscitar por nós, revelando que a morte
não tem a última palavra. Ela foi vencida.
Jesus venceu a morte. Jesus se tornou a nossa
única esperança de salvação, diante daquilo
que é certo e está diante de todos nós: a
morte.
Todavia, a bem
da verdade, abrindo o coração, muito dirão:
Está certo! A morte foi vencida. Mas, continuo
tendo medo dela, tanto da minha própria, quanto
da dos meus queridos. O medo é conseqüência
de nossa separação de Deus, do nosso pecado.
Na carta de 1 João 2.1 diz que temos um defensor,
um advogado, que nos livra da morte eterna.
Jesus nos dá certeza de que também ressuscitaremos.
Por isso, conscientes do que Jesus fez, o
primeiro passo que precisamos dar é em direção
a Jesus. O evangelista João citou as seguintes
palavras de nosso mestre: Quem crer em mim,
ainda que morra, viverá (11.25). A conseqüência
é ser preenchido pela certeza que vem do Pai.
Tal processo atingiu a vida dos discípulos.
Aqueles medrosos escondidos se transformaram
em testemunhas corajosas. Nasceu a Igreja.
Jesus vive! Essa
era a Boa Nova que somente depois de algum
tempo, no dia de Pentecostes, os discípulos
entenderam e logo passaram a anunciar. A notícia
de que o corpo de Jesus tinha sido roubado
– espalhada pelos romanos – não foi longe,
pois a mentira tem “perna curta”. Já os discípulos,
motivados pelo Espírito Santo, tornaram-se
eficientes testemunhas da ressurreição de
Cristo, fato verdadeiro e magnífico, que jamais
poderia ser esquecido, mas sempre contado
adiante, com toda voz. Escreveu Lucas, uma
testemunha: Não podemos deixar de falar daquilo
que vimos e ouvimos (At 4.20). A experiência
da fé é contagiante.
E, como conta
a história, nas muitas voltas que esse mundo
dá, essa bela mensagem – por ser a VERDADE
– se espalhou mundo afora. Por intermédio
de Paulo e outros apóstolos, se espalhou pelo
Império Romano, pela Europa. Nossos antepassados
longínquos compreenderam a mensagem do CRISTO
VIVO. Eles a passaram geração após geração.
Eles a trouxeram junto com suas bagagens ao
Brasil. Nós mesmos a trouxemos junto conosco
até Brasília.
Vivemos num mundo
cercado de sinais de morte, que teme a morte,
sem esperança. Nós temos a Palavra da Salvação,
Palavra da Esperança. Temos também uma missão
a cumprir, lembrando sempre a ordem de Jesus:
Ide, portanto fazei discípulos de todas as
nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho
e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar
todas as coisas que eu vos tenho ordenado
(Mt 18.18-19). Essa missão – levar a VERDADE
– pertence a mim, pastor, à IECLB em Brasília,
a todos os cristãos, mundo afora, a todos
que confessam que Jesus Cristo vive hoje e
eternamente. Amém!
P. Euclécio
Schieck